sábado, 5 de setembro de 2009



«Os sufis representam a tendência mística do Islão. Ao contrário da maioria dos muçulmanos, que acredita que a proximidade com Deus pode ser alcançada apenas após a morte, os sufis acreditam que é possível ter a experiência da proximidade de Deus em vida. De modo a alcançar esta proximidade, a pessoa necessita de fazer uma viagem, conhecida como tariqas (literalmente, "o Caminho"), sob orientação de um guia espiritual. A viagem requer que se façam orações extra, conhecidas como zikr (recordação de Deus). Os sufis também acreditam na "unidade do caminho" e defendem que todas as vias espirituais se dirigem a um só e ao mesmo Deus.
O sufismo surgiu cedo na história do Islão, como reacção contra o puritanismo e o legalismo árido. Hasan al-Basri (m. 728), que foi educado por Umm Salama, uma das mulheres do Profeta, estabeleceu-o como movimento. al-Basri declarou que os muçulmanos deveriam procurar a "doçura" durante a oração, ao recordar Deus e enquanto lêem o Alcorão.
O primeiro místico islâmico que se reconhece é Rabia al-Basri, cuja vida se encontra envolta em mistério. Sabemos que era uma escrava liberta e que se retirou para o deserto, onde viveu uma vida de pobreza. Rejeitou numerosas propostas de casamento; no entanto, aceitou Hasan al-Basri como aluno. É reconhecida pela sua poesia mística, alguma da qual se encontra hoje acessível ao público. A Rabia al-Basri atribui-se a noção de amor incondicional que se encontra presente na sua célebre oração: "Ó Deus, se rezo a Ti por medo ao inferno, então queima-me no Inferno. Se rezo a ti na esperança do Paraíso, exclui-me do Paraíso. Mas se rezo a Ti por Ti, não me negues a Tua infinita Beleza."
O objectivo da vida sufi é o alcançar fana, ou aniquilação do ego. O primeiro passo em direcção a fana é o abandono do materialismo. O termo sufi tem origem na palavra Suf, que significa "lã". Os sufis usavam mantos feitos a partir de lã não colorida como símbolo da sua renúncia ao mundo e aos seus prazeres. O incidente mais célebre relacionado com o alcance do estado de fana é atribuído a al-Hallaj (m.922). Enquanto se encontrava num estado de êxtase, Al-Hallaj proferiu as palavras: "Eu sou a Verdade." Tal levantou probelmas com as autoridades religiosas. Al-Hallaj recosou-se a pedir perdão; na realidade, reperiu a perfomance em várias ocasiões. No final, por insistênci sua, foi executado.
A história muçulmana encontra-se cheia de grandes místicos sufis. O andaluz ibn Arabî (m.1240) é considerado um dos maiores de todos os tempos. O sufi turco Jalal-al-Din Rumî (m.1273) tem uma reputação semelhante. Estes ilustres sufis estabeleceram as suas próprias tariqas, que ainda hoje são seguidas pelos seus discípulos.
O sufismo tem sido um grande estímulo para a poesia e a literesatura. Mathnavi, por Rumî, que se encontra repleto de parábolas e histórias, é lido extensivamente poir muçulmanos em toda a parte. Poesia persa e urdu de extrema qualidade têm origem no sufismo, por exemplo, a obra de Omar Khayyam (m. 1124), Sadi (m.1292), Hafiz (m. 1390) e, mais recentemente, Mohammad Iqbal (m.1938).»

Excerto do livro "Em que acreditam os Muçulmanos?" de Ziauddin Sardar

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

"O Sufismo é uma via esotérica para a libertação do Conhecimento.
Não o saber discriminador e separador, mas a Gnose, enquanto instrumento que desperta o coração para a Unidade que recobre toda a Existência."

Adalberto Alves

domingo, 16 de agosto de 2009

'Itimad

Invisível a meus olhos,
trago-te sempre no coração.
Te envio um adeus feito paixão
e lágrimas de pena
com insónia.
Inventaste como possuir-me
e eu, o indomável submisso
vou ficando!
Meu desejo é estar contigo
sempre.
Oxalá se realize tal
vontade!
Assegura-me que o juramento
que nos une
nunca a distância o fará
quebrar.
Doce é o nome que é o teu
e que deixo escrito no
poema: 'Itimad.


Almu'tâmide ibn´Ab.bade

sábado, 18 de julho de 2009

"Alto é o sol e, no entanto,
põe-se sobre lodo e barro."

Al-Asamm Marwanî
"Só há duas maneiras de viver a vida:
uma é pensando que nada é milagre,
a outra é pensando que tudo o é."

Ibn Al-Arabi

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A FÊNIX


Na Índia vive um pássaro que é único: a encantadora fênix tem um bico extraordinariamente longo e muito duro, perfurado com uma centena de orifícios, como uma flauta. Não tem fêmea, vive isolada e seu reinado é absoluto. Cada abertura em seu bico produz um som diferente, e cada um desses sons revela um segredo particular, sutil e profundo. Quando ela faz ouvir essas notas plangentes, os pássaros e os peixes agitam-se, as bestas mais ferozes entram em êxtase; depois todos silenciam. Foi desse canto que um sábio aprendeu a ciência da música. A fênix vive cerca de mil anos e conhece de antemão a hora de sua morte. Quando ela sente aproximar-se o momento de retirar o seu coração do mundo, e todos os indícios lhe confirmam que deve partir, constrói uma pira reunindo ao redor de sí lenha e folhas de palmeira. Em meio a essas folhas entoa tristes melodias, e cada nota lamentosa que emite é uma evidência de sua alma imaculada. Enquanto canta, a amarga dor da morte penetra seu íntimo e ela treme como uma folha. Todos os pássaros e animais são atraídos por seu canto, que soa agora como as trombetas do Último Dia; todos aproximam-se para assistir o espetáculo de sua morte, e, por seu exemplo, cada um deles determina-se a deixar o mundo para trás e resigna-se a morrer. De fato, nesse dia um grande número de animais morre com o coração ensanguentado diante da fênix, por causa da tristeza de que a veem presa. É um dia extraordinário: alguns soluçam em simpatia, outros perdem os sentidos, outros ainda morrem ao ouvir seu lamento apaixonado. Quando lhe resta apenas um sopro de vida, a fênix bate suas asas e agita suas plumas, e deste movimento produz-se um fogo que transforma seu estado. Este fogo espalha-se rapidamente para folhagens e madeira, que ardem agradavelmente. Breve, madeira e pássaro tornam-se brasas vivas, e então cinzas. Porém, quando a pira foi consumida e a última centelha se extingue, uma pequena fênix desperta do leito de cinzas.
Aconteceu alguma vez a alguém deste mundo renascer depois da morte? Mesmo que te fosse concedida uma vida tão longa quanto a da fênix, terias de morrer quando a medida de tua vida fosse preenchida. A fênix permaneceu por mil anos completamente só, no lamento e na dor, sem companheira nem progenitora. Não contraiu laços com ninguém neste mundo, nenhuma criança alegrou sua idade e, ao final de sua vida, quando teve de deixar de existir, lançou suas cinzas ao vento, a fim de que saibas que ninguém pode escapar à morte, não importa que astúcia empregue. Em todo o mundo não há ninguém que não morra. Sabe, pelo milagre da fênix, que ninguém tem abrigo contra a morte. Ainda que a morte seja dura e tirânica, é preciso conviver com ela, e embora muitas provações caiam sobre nós, a morte permanece a mais dura prova que o Caminho nos exigirá".

Farid ud-Din Attar, "A Linguagem dos Pássaros"

SOBRE A CALÚNIA


Não fales mal sobre o "bom" e o "mau", pois podes enganar-se com o primeiro e tornar-se um inimigo do último.
Saiba que quem difama a outrem revela suas próprias faltas.
Se falas mal de alguém és pecador, mesmo se o que dissestes é verdade.

(Saadi de Shiraz, Al-Bustan)

A PEREGRINAÇÃO


Um dia, quando o Shaykh Abd Allah Mubarak (736-798) encontrava-se em Makka, viu em sonhos dois anjos descerem dos céus, perguntando-se quantos peregrinos haviam acudido aquele ano: "Seiscentos mil", disse um deles. "E quantos há cuja peregrinação tenha sido aceita?" "Nem um sequer", respondeu o outro anjo. "Entretanto, acrescentou, há em Damasco um sapateiro chamado Ali ibn Mufiq, que não efetuou a peregrinação em pessoa; pois bem, sua peregrinação foi aceita e lhe foi concedida a graça dos seiscentos mil peregrinos".

Quando despertou, o shaykh decidiu ir à Damasco conhecer aquele sapateiro. Finalmente o encontrou e lhe contou seu sonho.

Era um ancião que, ao ouvir aquele relato, começou a chorar. Contou que trinta anos antes, após haver poupado, a custa de grandes penas, trezentas e cinquenta moedas de ouro para ir a Makka, soube que seus vizinhos passavam fome. Então, entregou-lhes a soma dizendo-lhes: "Tomem o dinheiro para atender a vossos gastos, esta será a minha peregrinação".

(Farid ud-Din Attar, O Memorial dos Santos)

A ANCIÃ DE CORAÇÃO QUEIMADO

Um dia, no mercado de Bagdá, instalou-se um incêndio violento. Todos se puseram a gritar. O fogo provocou um enlouquecimento como no Juizo final.
Uma anciã aflita, bastão na mão, chegava não se sabe de onde. Alguém lhe disse: "Estás louca, não sigas, tua casa incendiou-se".
"Cala-te", respondeu ela, "Tu estás mais louco do que eu. Alláh nunca fará arder minha casa".
Extinguido o fogo, viram que muitas casas haviam queimado, mas a casa da senhora estava intacta.
Perguntaram-lhe: "Anciã, como sabias que seria assim?"
Ela humildemente respondeu: "Eu sabia que o fogo consumiria ou minha casa ou meu coração.
Mas Alláh, que já queimou meu coração na provação, não permitiria que minha casa também ardesse"

(Farid ud-Din Attar, O Livro Divino)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fica sabendo que a luminosa Vida, oculta e eterna, que irradiou sobre Adão, e que se encontrava da forma mais esplêndida na mais elevada estação, na melhor situação e na mais brilhante claridade, e que reluz na mais nobre glorificação em testemunhos sagrados e presença até se tornar uma coisa (manifestação) do Senhor, não se extravia nem se esquece. Eterna, não se apaga nem se cansa. Foi a Luz do Seu Nome oculto e segredo do Seu Nome grandioso...E quando Allâh, o Altíssimo, quis manifestar a Sua Perfeição às Suas criaturas... tomou essa Vida de Si e ocultou a Luz na luz mais resplandecente que a partir d´Ele acendeu...."

Ibn Qasî
"...Ao aludirmos, denominarmos e indicarmos, damos sinais e Allâh deixa descer a Luz sobre um dos Seus Nomes, sobre aquele que Ele quer; assim, deixa cair o Espírito sobre um dos Seus Nomes, sobre o que Ele quer, tal como envia o espírito do Seu Logos a um dos seus servidores, aquele que Ele escolhe..."

Ibn Qasî

sábado, 20 de junho de 2009

"O que se vê no espelho do Absoluto
é a forma daquele que contempla
e não a forma do Absoluto."

Al-Qâshânî
Allâh nunca é visto imaterialmente
e a visão d´Ele na mulher é a mais
perfeita de todas."

Ibn-´Arabî

A Religião dos Drusos

A História de Drusos

segunda-feira, 15 de junho de 2009

"O meu coração está aberto a todas as formas:
É uma pastagem para as gazelas,
E um claustro para os monges cristãos,
Um templo para os ídolos,
A Caaba do peregrino,
As Tábuas da Torá,
E o livro do Corão.

Professo a religião do amor,
E qualquer direção que avancem Seus camelos;
A religião do Amor
Será a minha religião e a minha fé."

Ibn Arabî

domingo, 14 de junho de 2009

"Na verdade, somos uma só alma, tu e eu.
Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti.
Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,
Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu."

Rumi
"Em cada coração há uma
janela para outros corações.
Eles não estão separados,
como dois corpos.
Mas, assim como duas lâmpadas
que não estão juntas,
Sua luz une-se num só feixe."

Rumî
Tira as sandálias e ascende altivo
acima das estrelas cintilantes!
une-te à Verdade!
quem as desprezou
ficou chorando por todas as coisas.
o olhar do mais firme
- tal como o céu -
convoca a beatitude da verdade clara.
descalça as sandálias sinceramente,
desde os umbrais do esplendor.
une-te ao Ser!
vale-te mais essa união
que todas as provas da Razão.
quem viu o que eu gritei à multidão
àcerca da realidade da união
tem de deixar o mundo da dualidade
que são duas sombras sob o sol.
o espírito venceu a dôr ao aproximar-se do distante.
ò mãe dos meus irmãos!
o Amado é o meu lado!
ò povo! se a paixão me der a morte
toma o meu amor, como vingança,
e vinga-me!

Ibn Qasî

Se a espada do Teu furor me ferir de morte
minha alma nisso encontrará consolação;
se me impuseres a taça de veneno
meu espírito fará dele a sua bebida;
quando, no Dia da Ressurreição,
me erguer da poeira do meu túmulo
o perfume do Teu amor há-de
impregnar ainda a veste da minh´alma:
é que, mesmo que me tenhas recusado o Teu amor,
ter-me-ás dado uma visão de Ti,
confidente dos segredos escondidos.

Saadî

sexta-feira, 12 de junho de 2009

"Alto é o Sol e, no entanto,
põe-se sobre lodo e barro"

Al-Asamm Marwanî

sábado, 6 de junho de 2009

A Obra do Coração
é a Via a seguir...

Ibn Chetawir
"Diz-se que a Terra nunca está sem trezentos eleitos. Aquele que assim diz talvez faça um acrescentamento, mas eu não tenho conhecimento de um tal acréscimo. Os melhores deles são quarenta, os melhores dos quarenta sete, dos sete três e dos três, um... Quando este morre, o seu lugar é tomado por um dos três, quando morre um dos três, um dos sete toma o seu lugar, quando morre um dos sete, um dos quarenta toma o seu lugar, quando morre um dos quarenta, o seu lugar é tomado por alguém que pertence ao grupo com o maior número, quando este morre, o seu lugar é tomado por uma massa dos fiéis. Diz-se que entre eles, existe um cujo coração corresponde aos corações dos profetas, e existem aqueles cujos corações se parecem com os corações dos profetas, e aqueles cujos corações se parecem com os corações dos anjos..."

Ibn Barrajân
"Fica a saber, ó meu irmão, que a água misturada à Tintura e ao Óleo, de forma completa, rubifica-se, condensa-se e torna-se semelhante a um grão de coral. Quando ela atingiu este estado e se tornou uma matéria fracamente fusível, rapidamente cerificada, penetrando todos os metais, então se é mesmo assim, é isso o Imâm."

Jâbir ibn Hayyân
Alquimista

sexta-feira, 29 de maio de 2009

"Abre, meu Deus, o peito à Sabedoria segura e ilumina o coração para que se torne receptivo e capaz de enobrecimento. Torna-o no Imâm, uma Misericórdia para os crentes e uma protecção para os teus piedosos servos e ideal de todos os que seguem a conduta correcta."

Ibn Qasî

quinta-feira, 28 de maio de 2009

"Allâh não pode ser conhecido, a não ser como síntese dos opostos."
Abû Sa´îd al-Jarraz
"A base essencial das coisas possíveis é a inexistência. E a existência é a forma de Allâh. Portanto, se Ele não aparecesse na Sua forma, que é a existência como tal, o mundo inteiro permaneceria na pura inexistência."
Alcorão, XXV: 45

quarta-feira, 27 de maio de 2009

"Senhor, aumenta-me em conhecimento!"
Alcorão, 20:114


"Cada homem não conhece o mal senão à sua custa.
Ninguém transportará o fardo de outrem."
Alcorão, 6:164
"Oh, como sei, de ciência certa,
que a minha vida não passa de um instante,
porque não farei dela eterno alerta
e, em entrega a Allâh, ser do bem amante?"
Abû-Walîd Al-Bâjî

terça-feira, 26 de maio de 2009

"Tudo quanto parece não tem realidade:
quem fala por falar sempre se arrepende,
não ser afirmativo do sábio é a Verdade."
Al-Mîrtulî
"Aquele que tiver o manuscrito da Regra da Pobreza
faz uma régua das riscas do colchão vermelho
nas páginas do seu próprio corpo."
Abû Tâlib Kalîm

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"Nenhuma resposta é em si uma resposta."
Rumî
"O buscador do conhecimento é como aquele que bebe a água do mar. Quanto mais bebe mais sedento fica."
Ibn al-´Arabî

Os 99 Nomes de Allah






1. ALLAH - O Deus
2. Al Rahman - O Compassivo; O Beneficente
3. Al Rahim - O Clemente; O Misericordioso
4. Al Malik - O Soberano
5. Al Quddus - O Sagrado
6. Al Salam - A Fonte da Paz
7. Al Mu'min - O Guardião da Fé; A Fonte da Fé
8. Al Muhaymin - O Protetor
9. Al 'Aziz - O Poderoso (Onipotente)
10. Al Jabbar - O Irresistível; O que Compele
11. Al Mutakabbir - O Majestoso
12. Al Khaliq - O Criador
13. Al Bari' - O que Faz evolui; O que Concebe
14. Al Musawwir - O Formador; O Modelador
15. Al Ghaffar - O que Perdoa
16. Al Qahhar - O Dominador
17. Al Wahhab - O Doador
18. Al Razzaq - O Provedor
19. Al Fattah - O que abre
20. Al Alim - O que Tudo Sabe; O Onisciente
21. Al Qabid - Aquele que Constringe
22. Al Basit - O que Expande; O Magnânimo
23. Al Khafid - O que Rebaixa
24. Al Rafi' - O que Exalta
25. Al Mu'izz - O que Honra
26. Al Mudhill - O que Desonra
27. Al Sami' - O que Tudo Ouve
28. Al Basir - O que Tudo Vê
29. Al Hakam - O Juiz
30. Al 'Adl - O Justo
31. Al Latif - O Sutil
32. Al Khabir - O Ciente; O Desperto
33. Al Halim - O Clemente; O Delicado
34. Al 'Azim - O Magnificiente; O Infinito
35. Al Ghafur - O que Tudo Perdoa
36. Al Shakur - O Apreciador
37. Al 'Ali - O Mais Alto
38. Al Kabir - O Maior
39. Al Hafiz - O Preservador
40. Al Muqit - O que Sustenta
41. Al Hasib - O que Reconhece
42. Al Jalil - O Sublime
43. Al Karim - O Generoso
44. Al Raqib - O Vigilante
45. Al Mujib - O que Responde
46. Al Wasi' - O que Tudo Abarca
47. Al Hakim - O Sábio
48. Al Wadud - O Amante
49. Al Majid - O Glorioso
50. Al Ba'ith - O que Ressuscita
51. Al Shahid - A Testemunha
52. Al Haqq - A Verdade, Aquele que é Real
53. Al Wakil - O Confiável; O Depositário
54. Al Qawiyy - O Mais Forte
55. Al Matin - O Firme, o Leal
56. Al Wali - O Amigo Protetor, O Patrono e Ajudante
57. Al Hamid - O Digno de Louvor
58. Al Muhsi - O Calculador, O Numerador de Tudo
59. Al Mubdi' - O que Dá Origem; O Produtor;
O Originador e Iniciador de Tudo
60. Al Mu'id - O Restaurador; Que Traz Tudo de Volta
61. Al Muhyi - o Doador da Vida
62. Al Mumit - O Criador da Morte, O Destruidor
63. Al Hayy - O Eterno Vivente
64. Al Qayyum - O Auto-Subsistente; O que a Tudo Sustém
65. Al Wajid - O que Encontra; O que Percebe; O Infalível
66. Al Majid - O Nobre; O Magnificente
67. Al Wahid - O Único; O Indivízível
68. Al Samad - O Eterno; O Impregnável
69. Al Qadir - O Capaz
70. Al Muqtadir - O Mais Poderoso; O Dominante;
O que Tudo Determina
71. Al Muqaddim - O que Adianta; O que Apressa
72. Al Mu'akhkhir - O que Atraza; O que Retarda
73. Al Awwal - O Primeiro
74. Al Akhir - O Último
75. Al Zahir - O Manifesto
76. Al Batin - O Oculto
77. Al Wali - O que Governa; O Patrão
78. Al Muta'al - O Mais Elevado
79. Al Barr - A Fonte da Bondade; O Mais Generoso e Correto
80. Al Tawwab - O que Aceita o Arrependimento
81. Al Muntaqim - O Vingador
82. Al 'Afuww - O que Perdoa
83. Al Ra'uf - O Compassivo
84. Malik al Mulk - O Detentor de Toda A Majestade;
O Eterno Detentor da Soberania
85. Dhu al Jalal wa al Ikram -
O Senhor da Majestade e da Generosidade
86. Al Muqsit - O Equitativo
87. Al Jami' - O que Reúne; o que Unifica
88. Al Ghani - O Auto-Suficiente; O Independente;
O Possuidor de Todas as Riquesas
89. Al Mughni - O Enriquecedor; O Emancipador
90. Al Mani' - O que Impede; O que Defende
91. Al Darr - O que Causa Preocupações
(Este atributo só pode ser encontrado em Hadith.
No Sagrado Quran encontra-se exclusivamente para Satã no
Sura 58 verse 10)
92. Al Nafi' - O que Beneficia
93. Al Nur - A Luz
94. Al Hadi - O Guia
95. Al Badi - O Incomparável, O Originador
96. Al Baqi - O Perpétuo
97. Al Warith - O Herdeiro Supremo
98. Al Rashid - O Guia para o Caminho Reto,
O Professor Infalível, O Conhecedor
99. Al Sabur - O Paciente, O Eterno

sexta-feira, 6 de março de 2009

Os fiéis do amor permanecem perplexos no amor,
expostos a todos os perigos

IBN´ARABÎ

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Do Amor

olhai quão grande é o amor apaixonado
que é vício e delícia e fogo ardente.

não busqueis pelo amor um dominado
sede antes escravos pela sua lei
e assim sereis livres finalmente.

disseram:«fez-te o amor sofrer intensamente!»
«me agradam suas penas!» foi o que afirmei.

o coração quis doença p´ró corpo nos vestir
a liberdade de escolha eu lhe outorguei.

censurais-me de emagrecido andar.
mas a excelência d´adaga, a que se resume
senão à finura do seu gume?

troçaste por a amada me deixar
mas a noite derradeira de cada lunação
rouba dos olhares a face do crescente.

pensaste que a brisa da consolação,
como um sono profundo, está presente?

secou-se o amor com o fogo do amor
om ela ficará meu pranto defensor.

como o meu coração se lacerava
quando se inclinava graciosa
e a redenção das madeixas despontava!

a quem foi dado contemplar seu véu
escondendo uma manhã tão luminosa
que abraçava um nocturno céu?

dona da alma do jardim, é terno ramo,
coração de zimbro, corça que eu amo

o brilho do seu rosto amarfanhava
a própria lua em todo o seu esplendor
e o grasnar dos gansos em redor
era o ornamento que o cercava.

da noite da união nasce o dia enfim
e o odor da volúpia vem a mim.

minhas lágrimas caíram copiosas
sobre o belo jardim daquela face
assim humedecendo suas rosas

até que do destino o desenlace
me fez beber da taça da separação
e me tornei ébrio desde então.


Ibn ´Ammâr Al-Andalusî

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Conferência dos Pássaros em Naga Masjid

Encontram-se pra rezar e beber chá
com pétalas de rosa a boiar na xícara
e desenharam uma letra que só há
antes do alfabeto e da fala humana


Muhammad Rashid