terça-feira, 26 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Os 99 Nomes de Allah
1. ALLAH - O Deus
2. Al Rahman - O Compassivo; O Beneficente
3. Al Rahim - O Clemente; O Misericordioso
4. Al Malik - O Soberano
5. Al Quddus - O Sagrado
6. Al Salam - A Fonte da Paz
7. Al Mu'min - O Guardião da Fé; A Fonte da Fé
8. Al Muhaymin - O Protetor
9. Al 'Aziz - O Poderoso (Onipotente)
10. Al Jabbar - O Irresistível; O que Compele
11. Al Mutakabbir - O Majestoso
12. Al Khaliq - O Criador
13. Al Bari' - O que Faz evolui; O que Concebe
14. Al Musawwir - O Formador; O Modelador
15. Al Ghaffar - O que Perdoa
16. Al Qahhar - O Dominador
17. Al Wahhab - O Doador
18. Al Razzaq - O Provedor
19. Al Fattah - O que abre
20. Al Alim - O que Tudo Sabe; O Onisciente
21. Al Qabid - Aquele que Constringe
22. Al Basit - O que Expande; O Magnânimo
23. Al Khafid - O que Rebaixa
24. Al Rafi' - O que Exalta
25. Al Mu'izz - O que Honra
26. Al Mudhill - O que Desonra
27. Al Sami' - O que Tudo Ouve
28. Al Basir - O que Tudo Vê
29. Al Hakam - O Juiz
30. Al 'Adl - O Justo
31. Al Latif - O Sutil
32. Al Khabir - O Ciente; O Desperto
33. Al Halim - O Clemente; O Delicado
34. Al 'Azim - O Magnificiente; O Infinito
35. Al Ghafur - O que Tudo Perdoa
36. Al Shakur - O Apreciador
37. Al 'Ali - O Mais Alto
38. Al Kabir - O Maior
39. Al Hafiz - O Preservador
40. Al Muqit - O que Sustenta
41. Al Hasib - O que Reconhece
42. Al Jalil - O Sublime
43. Al Karim - O Generoso
44. Al Raqib - O Vigilante
45. Al Mujib - O que Responde
46. Al Wasi' - O que Tudo Abarca
47. Al Hakim - O Sábio
48. Al Wadud - O Amante
49. Al Majid - O Glorioso
50. Al Ba'ith - O que Ressuscita
51. Al Shahid - A Testemunha
52. Al Haqq - A Verdade, Aquele que é Real
53. Al Wakil - O Confiável; O Depositário
54. Al Qawiyy - O Mais Forte
55. Al Matin - O Firme, o Leal
56. Al Wali - O Amigo Protetor, O Patrono e Ajudante
57. Al Hamid - O Digno de Louvor
58. Al Muhsi - O Calculador, O Numerador de Tudo
59. Al Mubdi' - O que Dá Origem; O Produtor;
O Originador e Iniciador de Tudo
60. Al Mu'id - O Restaurador; Que Traz Tudo de Volta
61. Al Muhyi - o Doador da Vida
62. Al Mumit - O Criador da Morte, O Destruidor
63. Al Hayy - O Eterno Vivente
64. Al Qayyum - O Auto-Subsistente; O que a Tudo Sustém
65. Al Wajid - O que Encontra; O que Percebe; O Infalível
66. Al Majid - O Nobre; O Magnificente
67. Al Wahid - O Único; O Indivízível
68. Al Samad - O Eterno; O Impregnável
69. Al Qadir - O Capaz
70. Al Muqtadir - O Mais Poderoso; O Dominante;
O que Tudo Determina
71. Al Muqaddim - O que Adianta; O que Apressa
72. Al Mu'akhkhir - O que Atraza; O que Retarda
73. Al Awwal - O Primeiro
74. Al Akhir - O Último
75. Al Zahir - O Manifesto
76. Al Batin - O Oculto
77. Al Wali - O que Governa; O Patrão
78. Al Muta'al - O Mais Elevado
79. Al Barr - A Fonte da Bondade; O Mais Generoso e Correto
80. Al Tawwab - O que Aceita o Arrependimento
81. Al Muntaqim - O Vingador
82. Al 'Afuww - O que Perdoa
83. Al Ra'uf - O Compassivo
84. Malik al Mulk - O Detentor de Toda A Majestade;
O Eterno Detentor da Soberania
85. Dhu al Jalal wa al Ikram -
O Senhor da Majestade e da Generosidade
86. Al Muqsit - O Equitativo
87. Al Jami' - O que Reúne; o que Unifica
88. Al Ghani - O Auto-Suficiente; O Independente;
O Possuidor de Todas as Riquesas
89. Al Mughni - O Enriquecedor; O Emancipador
90. Al Mani' - O que Impede; O que Defende
91. Al Darr - O que Causa Preocupações
(Este atributo só pode ser encontrado em Hadith.
No Sagrado Quran encontra-se exclusivamente para Satã no
Sura 58 verse 10)
92. Al Nafi' - O que Beneficia
93. Al Nur - A Luz
94. Al Hadi - O Guia
95. Al Badi - O Incomparável, O Originador
96. Al Baqi - O Perpétuo
97. Al Warith - O Herdeiro Supremo
98. Al Rashid - O Guia para o Caminho Reto,
O Professor Infalível, O Conhecedor
99. Al Sabur - O Paciente, O Eterno
sexta-feira, 6 de março de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Do Amor
que é vício e delícia e fogo ardente.
não busqueis pelo amor um dominado
sede antes escravos pela sua lei
e assim sereis livres finalmente.
disseram:«fez-te o amor sofrer intensamente!»
«me agradam suas penas!» foi o que afirmei.
o coração quis doença p´ró corpo nos vestir
a liberdade de escolha eu lhe outorguei.
censurais-me de emagrecido andar.
mas a excelência d´adaga, a que se resume
senão à finura do seu gume?
troçaste por a amada me deixar
mas a noite derradeira de cada lunação
rouba dos olhares a face do crescente.
pensaste que a brisa da consolação,
como um sono profundo, está presente?
secou-se o amor com o fogo do amor
om ela ficará meu pranto defensor.
como o meu coração se lacerava
quando se inclinava graciosa
e a redenção das madeixas despontava!
a quem foi dado contemplar seu véu
escondendo uma manhã tão luminosa
que abraçava um nocturno céu?
dona da alma do jardim, é terno ramo,
coração de zimbro, corça que eu amo
o brilho do seu rosto amarfanhava
a própria lua em todo o seu esplendor
e o grasnar dos gansos em redor
era o ornamento que o cercava.
da noite da união nasce o dia enfim
e o odor da volúpia vem a mim.
minhas lágrimas caíram copiosas
sobre o belo jardim daquela face
assim humedecendo suas rosas
até que do destino o desenlace
me fez beber da taça da separação
e me tornei ébrio desde então.
Ibn ´Ammâr Al-Andalusî
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Conferência dos Pássaros em Naga Masjid
com pétalas de rosa a boiar na xícara
e desenharam uma letra que só há
antes do alfabeto e da fala humana
Muhammad Rashid
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Confia em Alá, mas amarra primeiro o camelo

Um mestre viajava com um dos seus discípulos. O discípulo estava encarregado de cuidar do camelo. À noite chegaram, cansados, a um abrigo de caravanas. Era tarefa do discípulo amarrar o camelo, mas ele não o fez, deixou o camelo do lado de fora. Em vez disso, ele simplesmente rezou. Disse a Deus: “Cuida do camelo”, e foi dormir. Pela manhã o camelo havia partido. Tinha sido roubado ou simplesmente seguiu seu caminho. O mestre perguntou: “O que aconteceu com o camelo? Onde está o camelo?”
E o discípulo respondeu: “Eu não sei. Vá perguntar a Deus, pois eu havia dito a Alá que tomasse conta do camelo, eu estava muito cansado, então não sei. E também não sou responsável, porque eu havia dito a ele, e de forma muito clara! Não havia como não compreender. Na verdade eu não disse isso apenas uma vez, mas sim três. E o mestre ensinou a confiar em Alá, então eu confiei. Por isso não me lance esse olhar de raiva.”
O mestre disse: “Confie em Alá mas amarra o teu camelo primeiro, porque Alá não tem outras mãos a não ser as tuas.” Se ele quiser amarrar o camelo, ele terá que usar as mãos de alguém. Ele não tem outras. E é o seu camelo! A melhor maneira, e também a mais fácil, é usar suas mãos. Confia em Alá - não confies apenas nas tuas mãos, pois poderás ficar tenso. Amarra o camelo e então confia em Alá. E o discípulo pergunta: “Então por que confiar em Alá enquanto amarro o camelo?” Porque mesmo um camelo amarrado pode ser roubado. Faz o que puderes fazer, mas isso não garante o resultado, não há garantias. Então faz o que puderes e aceita aquilo que acontecer. Esse é o sentido de amarrar o camelo: faças o que for possível fazer, não fujas as tuas responsabilidades e, se nada acontecer ou se algo der errado, confia em Alá. Então ele terá razão. Então talvez seja correcto que continuemos a viajar sem o camelo.Parábola Sufi
O VINHO MÍSTICO (KHAMRIYA)
Em memória do Bem-Amado
Bebemos o Vinho que nos inebria
Antes mesmo da criação da videira
A taça que o contém
é um disco lunar brilhante
O Vinho, é sol.
Um crescente luminoso,
Um mordomo o serve à roda.
Com que luminosidade resplandece,
Já que no Vinho
Se misturam as estrelas !
Sem o perfume que exala
Um precioso perfume de musque
Eu jamais teria encontrado
o caminho da verdade
que conduz às suas tavernas.
Sem a luz que indica
Sua presença ao longe,
Sua imagem jamais teria
Nascido em meu espírito.
Pois neste século,
Sobrou dele apenas
um ligeiro sopro.
Como se no fundo dos corações
Um pacto secreto
Tivesse encerrado sua lembrança.
Então, apenas na tribo
Seu nome é mencionado,
Pois que uma embriaguez
Toma conta de seu povo.
Embriaguez sem vergonha
E sem pecado.
Por entre os flancos de uma ânfora
Lentamente ele subiu.
E logo, seu nome apenas
Permanece, em verdade,
Para o resgate de sua lembrança.
Tal lembrança
Visita , um dia
O espírito de alguém,
E por isso nesse alguém
A alegria passa a residir,
E a tristeza cela seu cavalo
Para ir-se embora, em longa viagem.
Os convidados descobrem
A tampa que fecha os vasos
Que o contêm.
Só esta visão já basta
Para inebriá-los
Antes mesmo de provar
A bebida.
Este Vinho, o derramamos
Sobre o solo
Onde um morto se enterra :
E tão logo o sopro o reanima
O cadáver e o morto
Levanta-se transbordante de vida.
Não se abandona um doente
Em seu terreno sombrio
Onde crecerá sua videira
Quando o mal tiver partido
O paralítico,
Assim que se aproxima
De suas tavernas,
Volta a caminhar.
Os mudos falam,
Quando se fala
diante deles
da sabor desse Vinho.
Assim que no Oriente
Sopra a brisa
Que traz o seu perfume,
No Ocidente,
Aquele que é privado de sua fragrância
Pode sentí-la
ainda outra vez.
Se, de dentro da taça
Uma gota respinga
Caindo sobre a palma da mão
Daquele que a segura,
Ele jamais se perderá
Caminhando pelas trevas
Pois em sua mão resplandecerá
Uma estrela.
Tal Vinho, é apresentado em segredo
A um cego de nascença :
E no dia seguinte, em plena alvorada
Ele se levanta, tendo recuperado a visão.
Quando se torna claro
o doce murmúrio desse Vinho,
Já logo recupera o ouvido
Aquele que é surdo.
Um tropel de cavaleiros
Ao trotar por sobre a terra
Onde cresce sua videira,
Jamais levaria no casco de seus cavalos
Qualquer resquício verminoso.
Um mago desenhou
Na testa de um possuído
As letras que formam seu nome
O que basta para curá-lo
Tal nome está bordado
No estandarte de um exército,
E todo o que marchar
Na sombra desta bandeira
É conduzido pela embriaguez
Ele educa seus convidados
E por eles, o homem indeciso
Adota o caminho
Das fortes resoluções
Ele sucita a generosidade
Na alma daquele
Cuja mão sempre ignorou doação
Ele ensina a doçura
Àquele que jamais a conheceu
Em seu momento mais colérico.
O mais forte da tribo
Tem o privilégio de beijar
A borda da taça,
Apenas este beijo
Permite-lhe saber
O sentido de suas perfeições
Dizem-me :
Descreva-o para nós,
Já que conheces tão bem
suas qualidades.
Sim, eu o descreverei,
Pois suas qualidades
Conheço-as perfeitamente.
Pureza !
Mas não a da água.
Sutileza !
Mas não a do ar.
Luminosidade !
Mas não a do fogo.
Alma carnal,
Sem corpo de carne.
Suas palavras precederam
Tudo o que existe aqui embaixo,
Quando nesse mundo
Faltavam a forma e a imagem
Por ele constituíram-se
Todas as coisas ;
Em seguida,
Por um certo saber, esconderam-se
Diante dos olhos que não compreendem.
Minha alma amou-o por inteiro.
Eles se misturaram
Para unirem-se
Mas não como uma simples
Mistura de duas matérias
Esse Vinho não foi extraído
De uma Vinha :
Adão é para mim um pai.
Vinha que não dá vinho :
Sua mãe é para mim uma mãe.
A pureza das taças
Contém na verdade
A pureza do sentido secreto
E cujo significado aparece
Através Dele.
A separação veio
Mas o todo é Um.
Nossas almas são o Vinho,
E nossa forma a videira.
Antes dele, não há antes ;
Depois dele, não há depois.
Sua necessária condição
É ser anterior
Ao mais recuado dos tempos.
Seu tempo
Precedeu o limite extremo do tempo.
O tempo de nosso pai
Veio apenas depois do seu.
Nossos pai viveu muito depois dele,
Como um órfão.
Seus admiradores
Celebram seus louvores,
Emocionados por sua beleza
São estes exelentes
Em verso ou mesmo em prosa.
Ao escutar os seus propósitos,
Regozija-se o que jamais ouvira,
Como o amante apaixonado
Pela bela Nou´m,
Assim que se pronuncia diante dele
O nome de sua amada.
Alguns me disseram :
Ao beber esse Vinho,
Cometeste iniquidade !
Isto não é verdade,
Pois iniquidade teria eu cometido
Ao privar-me de bebê-lo !
Que esta bebida
Alegre o coração
Dos habitantes do monastério !
A que embriaguez se abandonaram !
Entretanto não o beberam,
Mas apenas alimentaram
Sua intenção em bebê-lo.
Sua embriaguez, eu a experimentei
Antes de minha puberdade.
Em mim, ela será para sempre,
Mesmo depois de terem os meus ossos
Tornado-se poeira
Tal Vinho, bebe-o puro,
Pois, ao querer misturá-lo
A um outro licor
Que não a saliva do Amado,
Aí cometerás um crime !
Ele te espera nas tavernas,
Descobre o seu esplendor.
Bebe-o ao som de músicas,
Pois com ele, a música
É como uma presente que se oferece
Jamais ele habitou
Onde vive a tristeza.
E jamais a tristeza permaneceu
Na casa onde as canções se fundem
Embriaguez de uma hora !
O tempo se torna teu escravo
Sempre submetido,
Ainda que tua vida se interrompa
no final desta hora.
A ti então, o poder !
Aquele que viveu neste mundo
Sem embriaguez,
É como se não tivesse vivido !
Aquele que não morre
Desta embriaguez
Faltou-lhe a coragem
Neste mundo onde passou.
O homem que abriu mão de seu direito,
Durante a vida inteira,
Direito de beber deste Vinho,
Vinho que rejeitou.
Omar ibn al-Farid
Em nome de Deus Beneficente e Misericordioso
Maria
«o dia saiu das letras»
júbilo no coração, música nos ouvidos e mel na boca
Mar amargo
em aramaico Maria quer dizer Senhora
Guardadora do poeta Maria é islâmica e abraça todas as religiões
e todas as coisas lhe são necessárias. Para ser capaz de conter
o poeta fechou-se no sótão
à imitação do Universo
que Deus criou inesgotável e finito
& Maria entrou no sótão com um enormíssimo ramo de flores
Os pássaros cantavam com alegria características dos poemas
in "Única Grande Ode"